sábado, 14 de abril de 2007

Construcções anti-sísmicas



• Para diminuir a devastação causada pelos sismos, os países mais avançados tecnologicamente têm vindo a desenvolver técnicas de construção anti-sísmica, isto é, novas regras e métodos de construção dos edifícios que os tornam mais resistentes aos abalos sísmicos. O Japão e os Estados Unidos da América têm aumentado fortemente os esforços no melhoramento da resistência dos edifícios às vibrações da crosta provocadas pela brusca libertação de energia, que ocorre quando há um sismo de elevada magnitude.

Um caso recente


• O sismo de 26 de Dezembro de 2004 na Indonésia ocorreu na interface das placas da Índia e da Birmânia (zona de subducção) e foi causado pela libertação brusca de tensões que se foram acumulando à medida que a placa da Índia afundou, com uma velocidade de cerca de 6 cm/ano, sob a placa da Birmânia.

• Estima-se que o sismo:
– implicou uma ruptura de 1300 km de comprimento e 200 km de largura
– teve uma duração de mais de 400 segundos
– teve deslizamento entre os 10 e 15 metros sobre a sua superfície.

• A ruptura produziu o deslocamento do fundo oceânico em 10 m, aproximadamente, o que foi responsável pelo tsunami que afectou a ilha de Sumatra.

Sismicidade histórica em Portugal

•A maior parte dos sismos graves tiveram origem em zonas interplacas.

•A 1 de Novembro de 1755 ocorreu um dos mais documentados e maiores sismos da história - teve o seu epicentro próximo do Banco de Gorringe, com uma magnitude estimada de 8,75.

•O Arquipélago dos Açores também é bastante afectado por sismos que, por vezes, estão associados à actividade vulcânica.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Distribuição geográfica dos sismos


•A zona onde a actividade sísmica é mais intensa é no Anel de Fogo do Pacífico, onde ocorrem 80% dos sismos a nível mundial.


•Na cintura mediterrânea asiática ocorrem cerca de 15% dos sismos.

Fenómenos secundários


• Sinais percurssores:

– Ocorrência de microssismos;
– Alteração da condutividade eléctrica;
– Flutuações no campo magnético;
– Modificações na densidade das rochas;
– Variação dos níveis da água em poços próximos das falhas;
– Aumento da emissão de rádon (gás radioactivo);
– Anomalias no comportamento dos animais.



• Após o sismo:

– Ruídos sísmicos;
– Alteração do caudal ou nível das fontes, poços e águas subterrâneas;
– Aparecimento de fumarolas vulcânicas;
– Formação de tsunamis.

Tipos de ondas

• Ondas de corpo

- Ondas P (primárias) – ondas de compressão que se propagam em todos os estados físicos da matéria. A sua velocidade de propagação oscila entre os 8 e 13 km/s.



- Ondas S (secundárias) – têm velocidades de propagação entre os 4,5 e os 8,5 km/s. Não se propagam em meios fluidos.



• Ondas superfíciais

- Ondas L (love) – Nos sismos com focos pouco profundos, são as que transportam mais energia e as que têm efeitos mais destruidores.


- Ondas R (Rayleigh) – são de período longo e assemelham-se às ondas do mar.

Profundidade dos sismos

•Podem ser classificados de três formas:

- Superficiais – ocorrem entre a superfície e os 70km de profundidade;
- Intermédios – ocorrem entre os 70 e os 350 km de profundidade;
- Profundos – entre os 350 e os 670 km de profundidade.


Para profundidades superiores a 670 km (sismos muito profundos) são muito raros.